Essa Vida Latina


1, 2, 3 testando...



Escrito por Nina às 21h09
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Achei a senha após 3 anos... mas acho que me desativaram! Vamos ver...

1, 2, 3, testando... 1, 2, 3 testando....



Escrito por Nina às 23h00
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Vou adequar melhor esse espaço. Talvez não só com resenhas de livros. Agora que encontrei a senha (3 anos depois...!), tô pensando em mudar isso aqui...

Em breve, mais escritos.



Escrito por Nina às 22h59
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Acreditem. Eu deixei de postar aqui por pura falta de memória... havia esquecido minha senha...
Breve mais resenhas pra vocês.

Abraço.

Escrito por Nina às 16h56
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Quando Miguel Sanches escreveu a apresentação de Entre Quatro Paredes, ele estava inspirado. Sou difícil de ler prólogo/prefácio. Não tenho esse costume. Quero a obra, assim, seca, jogada a mim. Mas foi tão bom ler essa apresentação, que insisto aos que irão apreciar esta obra: leiam os dizeres do senhor Sanches.

 

Mas passemos à obra. Pra começar: peça em um único ato. O que já quer dizer muita coisa dentro do texto. Não há dia, noite, sono, dormidas. Nada. É um sem fim do viver após morrer. Quatro personagens. O criado e três condenados ao inferno: Garcin, homem bruto, ex-jornalista, casado e um verdadeiro carrasco com a mulher; Inês, lésbica, viveu um romance com a mulher do sue primo e fez com que este casamento se acabasse; Estelle, a bela francesa fútil, que cometeu o infame ato de jogar um bebê sobre um lago. Os três se encontram numa sala fechada, sem janelas, apenas uma porta trancada. Três canapés, uma estátua de bronze e nada que lembre espelhos. O inferno não arde, apenas faz calor. Mas onde estão as estacas, as grelhas, tudo? O inferno, cadê? São os outros, como dizia Sartre.

 

Trecho escolhido:

 

“Estelle: O senhor não tem um espelho? (Garcin não responde). Um espelho, um espelhinho de bolso, qualquer um? (Garcin não responde). Já que está me deixando sozinha, pelo menos tente achar um espelho.

 

Inês (solícita): Eu tenho um espelho na minha bolsa. (Mexe na bolsa, decepcionada:) Ihh... não tenho mais. Acho que me tiraram na hora da entrada.

 

Estelle: estou me sentindo esquisita. (Ela se apalpa). Isso não acontece com você? Quando eu não me vejo, preciso me apalpar pra saber se estou existindo mesmo.

 

Inês: você não gostaria que eu fosse o seu espelho? Venha, estou convidando. Senta aqui no meu canapé. Tenho cara de quem está querendo te prejudicar?

 

Estelle: nunca se sabe...

 

Inês: Você é quem vai me fazer mal. Mas o que isso importa? Já que temos que sofrer, ao menos que seja por você. Senta aqui. Chega mais perto. Mais um pouco. Olha dentro dos meus olhos: você consegue se ver?”

 

(p.p. 66 a 68)

 

Entre Quatro Paredes, de Jean-Paul Sartre. Civilização Brasileira, 127 páginas. R$21,00.



Escrito por Nina às 13h14
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